Gravura sobre a flora de Congonhas no Século XIX
Pesquisa do confrade Hugo Cordeiro
Pesquisa do confrade Hugo Cordeiro
Publicado em 23/03/2022
Por Hugo Cordeiro - Cadeira nº 05 - Patrono: Joaquim Cordeiro
"Yellow Bignonia and Swallow-tail Butterflies with a view of Congonhas, Brazil" título deste quadro pintado por Marianne North, pintora botânica inglesa, mulher sempre a frente de seu tempo.
Marianne foi uma das viajantes que melhor conheceram o Brasil, onde permaneceu por mais de um ano entre 1872 e 1873. Visitou várias cidades - Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Petrópolis e Teresópolis - e passou oito meses em Minas Gerais. Esteve em Juiz de Fora, Barbacena, Congonhas, Ouro Preto, Itabirito, Caraça, Caeté, Mariana, Curvelo, Cocais, Santa Luzia, Sabará e Lagoa Santa. Visitou fazendas e grutas, conheceu o doutor Peter Lund e fez amigos entre os mineiros e os ingleses residentes no Estado. Aparentemente, foi bem recebida e gostou da viagem, visto que veio para ficar três semanas e aqui residiu por oito meses.
Esta artista retratou a flora em todos os continentes no Século XIX. Em pesquisas, Marianne tinha contato com Charles Darwin, o grande naturalista de fama mundial pela sua teoria da evolução das espécies.
Na gravura pintada à óleo sobre tela podemos perceber a paisagem colonial e natural de Congonhas àquela época com uma das suas duas principais igrejas no topo do morro, podendo ser a Basílica do Bom Jesus de Matosinhos ou a Matriz de Nossa Senhora da Conceição (não ficando claro na representação artística) que tem suas fachadas laterais visíveis de vários caminhos que passavam por Congonhas.
Este quadro está exposto na Marianne North Gallery, construída em 1882, localizada em Londres nos 'Reais Jardins Botânicos de Kew', Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Fontes:
Artigo 'O Brasil de Marianne North: lembranças de uma viajante inglesa' Ana Lúcia Almeida Gazzola, 2008.
Borboletas Bignonia amarela e borboletas cauda-de-andorinha com vista para Congonhas, Brasil.