1º Passeio Cultural de 2022
Passeio em Belo Vale
Passeio em Belo Vale
Os membros do Instituto Histórico e Geográfico de Congonhas (IHGC) realizaram seu primeiro passeio cultural, na vizinha cidade de Belo Vale, dia 14/05/2022, onde foram recebidos pelos confrades belovalenses Tarcísio Martins, Newton Emediato Filho e Breno Booz.
No caminho a comitiva realizou uma parada para visualizar às margens da rodivia uma grande cava de mineração, nos pontos mais elevados de Congonhas.
Já em Belo Vale, a primeira visita foi no Museu do Escravo que no último dia 13 completou 34 anos de sua inauguração. A recepção foi impecável com mediação primorosa. Conhecemos os dois principais modos de vida existentes no Brasil colonial do século XVIII: o modo de vida do senhor de escravizados e seus familiares, com os requintes da época sustentados através da extração aurífera da região e também o modo de vida do escravizados que escancara e reflete a desigualdade social que ainda vivemos em nosso país.
Depois de recebermos uma aula de história seguimos para a Fazenda Boa Esperança, distante cerca de 7km do centro da cidade de Belo Vale. A fazenda é um esplendor arquitetônico do período colonial e é tombada pelo IEPHA.
Lá assistimos a uma linda e rica apresentação artística da "comunidade cantadores de Boa Morte" que preserva a ancestralidade africana através da música, dança e vestimentas na apresentação do projeto "Moradores - A Humanidade do Patrimônio" realizado pela APPA Arte e Cultura e o Iepha/MG, representado pelo Diretor de Promoção Luís Guilherme Brandão. Belo Vale celebra e abre espaço para refletirmos o "13 Maio da Abolição", data que passa desapercebida em muito lugares da nossa região que recebeu grande número de escravizados.
E para fechar com chave de ouro o passeio cultural, seguimos direto para a Comunidade Quilombo da Chacrinha, localizada às margens do majestoso, e por vezes maltratado, Rio Paraopeba. Primeiro fomos para o Restaurante do Quilombo sob a direção da simpática Tuquinha, que nos serviu uma saborosa comida típica mineira feita com muito amor e carinho.
Em seguida visitamos as imponentes ruínas da antiga Fazenda da Chacrinha (século 18) e que hoje estão cercadas pela comunidade quilombola.
No retorno a Congonhas contemplamos o Morro da Bandeira (ponto mais alto de toda a região do Alto Paraopeba e e Sinclinal Moeda) e as costas escavadas do Morro do Engenho (Casa de Pedra). Ali testemunhamos como a atividade minerária é intensa e, mesmo gerando emprego e renda para a região, infelizmente degrada impiedosamente o meio ambiente.
Foi um dia incrível. E que valeu a visita.
O IHGC agradece imensamente à estabelecimentos comerciais de Congonhas que arcaram com os custos do transporte à Belo Vale.