Associado efetivo: Cadeira nº 13 - Patrono Mário Francia Pinto
Tarcísio Martins nasceu em 5 de fevereiro de 1956, em Belo Vale, Minas Gerais. Jornalista de formação, concluiu o Bacharelado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela PUC-MG em 1985. Complementou sua formação com a Licenciatura em Letras – Inglês pela UFMG, em 2003, e ampliou seus conhecimentos em idiomas com cursos de inglês no Brasil e no exterior — incluindo o Advanced Course na Greenwich English School (1975-1980) e o Certificate in English – Upper Intermediate pela St. Giles International, em Londres (2012) — além do estudo de espanhol avançado no Centro Cultural Brasil-Espanha (2005-2007). Também se dedicou a formações complementares, como o curso de Fotografia pela Escola Image (Belo Horizonte), Gestão Cultural para Pontos de Cultura pela COMUNA S.A. (2009) e participação no Mestrado em Análise e Modelamento de Sistemas Ambientais no Instituto de Geociências da UFMG.
Ao longo de sua carreira, Tarcísio conciliou jornalismo, pesquisa histórica, produção cultural e preservação do patrimônio. Em 1999, trabalhou em contrato com a UNESCO no projeto de apoio à implementação da Política Nacional de Assistência Social, junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Belo Horizonte.
Como pesquisador, dedicou-se especialmente à história de Belo Vale, resgatando documentos, organizando acervos fotográficos e ministrando palestras em escolas sobre preservação de bens patrimoniais e naturais. É membro efetivo do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Natural de Belo Vale e teve papel ativo em processos de tombamento de bens culturais.
Na área de preservação, coordenou, em 2014 e 2015, o projeto arquitetônico de restauro da Capela Nossa Senhora da Boa Morte, representando a Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de Belo Vale (APHAA-BV), entidade da qual é membro fundador e foi o primeiro presidente. Também esteve à frente do projeto de capacitação de jovens músicos para a Banda Santa Cecília, apoiado pela Funarte, em 2013, e coordenou o Ponto de Cultura Arraial da Boa Morte, voltado à comunidade quilombola de Belo Vale.
É autor e coautor de livros de relevância histórica e cultural da região, entre eles: Fazenda Boa Esperança – Belo Vale (2007), viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura – Rouanet; Memórias: Retratos da Banda Santa Cecília de São Gonçalo do Pará de Belo Vale (2017); e Prismas – Natureza das Cores (coautoria), obra que reúne fotografias de sua autoria e poemas de Denisy Sampaio. em 2024 lançou o livro Cronologia de Belo Vale.
No campo da comunicação, Tarcísio atuou como editor do jornal regional Correio de Minas, em Conselheiro Lafaiete, colaborou com diversos periódicos e foi redator e editor do informativo APHAA-BV Notícias, incluindo a edição especial “27 anos com desafios e conquistas”. Entre 1995 e 1998, exerceu a função de assessor de comunicação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Com uma trajetória que une jornalismo, pesquisa, preservação histórica e ação cultural, Tarcísio Martins consolidou-se como figura fundamental no resgate e valorização da memória histórica de Belo Vale e na promoção da cultura em Minas Gerais.