29ª cadeira, representada por Guilherme Fontainha
Luís Vieira da Silva foi batizado em 21/02/1735 na capela primitiva de Nossa Senhora da Soledade (distrito homônimo e pertencente à então freguesia de Ouro Branco. Atualmente o distrito foi rebatizado para Lobo Leite, pertencente à Congonhas), onde nasceu na chamada Fazenda do Guido, hoje em ruínas, nas proximidades de Lobo Leite.
Filho do Alferes Luís Vieira Passos e Josefa Maria do Espírito Santo, ambos portugueses, era filósofo, historiador, orador, analista profundo e revolucionário por excelência. Matriculou-se em 17/08/1750, aos 15 anos de idade, no Seminário de Mariana. Ordenou-se padre a 21/03/1759, aos 24 anos, em cerimônia realizada em Mariana pelo Bispo Frei Manuel da Cruz. De 1770 a 1773 exerceu o cargo de Comissário da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica; em 05/12/1771 fez o sermão inaugural da Igreja, obra de Aleijadinho. Foi vigário interino de São José del-Rei, passando o cargo ao efetivo, Padre Carlos Correia de Toledo, em 1777. Em 24/03/1783 Luís Vieira foi empossado como Cônego da Diocese de Mariana. Cônego Luís Vieira possuía uma das maiores bibliotecas pessoais de Minas, com centenas de livros dos ideais iluministas que influenciaram o movimento da inconfidência ou conjura mineira.
Envolvido diretamente na Inconfidência Mineira, foi preso em 22/06/1789 e foi sentenciado ao degredo perpétuo, após o julgamento em 18/04/1792, para a Ilha de São Tomé na costa africana, porém teve a pena alterada pela Rainha de Portugal (Maria - a louca) e seguiu para Lisboa onde ficou recluso na Fortaleza de São Julião da Barra por 4 anos. Recebeu o indulto em 1805 e retornou ao Brasil vivendo, supostamente, em Parati/RJ até falecer em 1809. É considerado um dos líderes intelectuais da conspiração republicana mineira ao lado de Tomás Antônio Gonzaga.
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